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A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Saúdem realizou nos dias 14 e 21 de setembro formação com 400 profissionais da Atenção Primária para qualificação no atendimento a diabéticos do município. Médicos, farmacêuticos e enfermeiros receberam instruções sobre a glargina, um novo tipo de insulina que está sendo introduzida no SUS (Sistema Único de Saúde).
Por orientação e determinação do Ministério da Saúde, essa insulina, que é do tipo injetável, vai substituir a anterior, NPH. A médica de apoio da Atenção Básica da Secretaria de Saúde de São Bernardo, Giselle Creres, explica que esse é um medicamento mais moderno e que apresenta menos efeitos colaterais. Inicialmente, essa nova insulina estará disponível para os pacientes com diabetes tipo 1 e que tenham até 18 anos e para os pacientes com diabetes tipo 1 e 2, que tenham a partir de 70 anos.
"Com a chegada da glargina no SUS, a gente precisa fazer essa transição segura. A capacitação é importante para que os profissionais da Atenção Primária possam manejar essa insulina de uma maneira mais segura para o paciente, garantindo que ele vai receber uma dose que é efetiva", detalhou. A médica explicou que esse topo de medicação era mais receitada, anteriormente, por endocrinologistas. "Os profuissionais da Atenção Primária vão se familiarizar com ele e essa formação tem esse objetivo, de garantir que tudo seja feito de forma segura para o profissional e para os pacientes", completou.
CONHECIMENTO
Médico de Saúde da Família e Comunidade da UBS (Unidades Básica de Saúde) Santa Terezinha, Alberto Santana, participou da formação realizada nesta segunda-feira, 21 de setembro, e destacou a importância desse tipo de atividade. "O conhecimento liberta tanto a nós, médicos, quanto aos pacientes. Um paciente que vai passar a usar uma insulina de dose única, com uma adesão melhor ao tratamento, com totais condições de instrui-lo da melhor forma", pontuou.
O médico destacou que a Atenção Primária é uma grande potência quando se pensa em saúde pública e que formações que auxiliem na qualificação desse atendimento têm grande impacto positivo. "Se a gente for pensar em estruturação da saúde de uma forma geral, aquilo que parte da base, te dá a possibilidade de evitar, inclusive, onerar o sistema na especialidade, por exemplo, aquele paciente que não vai chegar numa internação por um desfecho ruim da doença, seja ela qual for", pontuou. "Então, acho que quando a gente tem acesso a esse conhecimento, a gente ganha mais autonomia diante dos tratamentos das doenças, a gente minimiza custos e melhora a qualidade de vida dos pacientes", finalizou.

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